sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Bom retorno ao trabalho! Feliz recomeço para nós!!!1


Retornarmos as nossas atividades! Temos como meta continuar oferecendo o nosso melhor neste 2º semestre de trabalho.

Mesmo virtualmente, continuamos conectados e mais juntos do que nunca!

 

“[...]

Quando tudo for escuro e nada iluminar.
Quando tudo for incerto e você só duvidar.
É hora do recomeço. Recomece a acreditar.

[...]

E quando a falta de esperança decidir lhe açoitar.
Se tudo que for real for difícil suportar.
É hora do recomeço. Recomece a sonhar.

É preciso de um final pra poder recomeçar.
Como é preciso cair pra poder se levantar.
Nem sempre engatar a ré significa voltar.

Remarque aquele encontro. Reconquiste um amor.
Reúna quem lhe quer bem. Reconforte um sofredor.
Reanime quem tá triste e reaprenda na dor.

Recomece! Se refaça! Relembre o que foi bom.
Reconstrua cada sonho. Redescubra algum dom.
Reaprenda quando errar. Rebole quando dançar.

[...]”

Trechos do poema Recomece, Bráulio Bessa. Sextante, 2019.

Que não nos falte as necessárias parcelas de fé, coragem e otimismo
para continuarmos a aventura de viver!

domingo, 14 de junho de 2020

É MÊS DE FESTA JUNINA, UAI!


HISTÓRIA DA FESTA JUNINA
Muitas são as explicações acerca da origem e história da festa junina. A mais aceita fala que a festa junina surgiu numa época anterior à era cristã, entre 1250 a.C. e 1300 a.C. como um culto ao Sol e à colheita das plantações.
As festividades aconteciam quando os "bárbaros" (povos assim denominados pelos romanos. Encontra-se nesta categoria: Celtas, Vikings, Iberos, Lusitanos, Gauleses, ...) comemoravam a chegada do solstício (palavra que vem do latim e significa Sol estático) de verão, que ocorria no dia 22, 23, ou ainda 24 de junho. Como os Romanos eram uma nação conquistadora os próprios Romanos acabaram por assimilar os rituais dos povos que o praticavam e dedicá-lo à deusa Juno. 
O solstício é o momento em que o Sol para de se afastar e passa a incidir sobre o hemisfério norte. Os cultos eram de origem pagã em rituais de abundância e fertilidade. Havia sacrifícios de animais e oferendas de comida na intenção de afastar demônios, pestes e estiagem.
O cristianismo apenas teria convertido os cultos em festa cristã. A igreja católica não conseguia combater os cultos então decidiu cristianizá-los no início da Idade Média instituindo, com isso, dias de homenagens aos três santos juninos: Santo Antônio, São Pedro e São João.
Santo Antônio morreu em 13 de junho, em Pádua, Itália, aos 36 anos. Nasceu em Lisboa, Portugal, em 1195. A tradição popular lhe atribui caráter brincalhão e a fama de ser um milagroso casamenteiro, venerado pelas moças solteiras. É o santo a quem se recorre para achar objetos perdidos. Como santo português, no século XIII foi incorporado às comemorações juninas em Portugal e trazido pelos colonos para o Brasil. 
São João nasceu em 24 de junho, primo de Cristo e precursor do Messias. O catolicismo associou sua tradição à festa pagã da fogueira. Assim, segundo a lenda, Isabel, a mãe de São João, teria anunciado o nascimento do filho à irmã, Maria, mãe de Jesus, acendendo uma fogueira em clima de um morro. A fogueira virou bom presságio. São João foi degolado por ter denunciado o adultério de Herodes com a cunhada, Salomé.
São Pedro foi morto em 29 de junho. O primeiro dos apóstolos, segundo o Evangelho, era considerado um homem de temperamento impulsivo, mas leal, expansivo e generoso. Morreu crucificado sete anos depois de Cristo. Acredita-se que seu corpo foi enterrado exatamente onde hoje se segue a basílica do Vaticano, em Roma. São Pedro foi o primeiro Papa católico e é objeto de devoção em Portugal.

A Fogueira Junina
As fogueiras são muito antigas. Eram usadas para celebrar o solstício de verão na tradição pagã.
Com o passar do tempo, na Idade Média, notou-se que a fogueira pagã, acesa por volta de 25 de junho, poderia ser mantida associada à festa de São João, que era celebrada no mesmo dia.
Ainda hoje a fogueira é um traço comum das festas de São João europeias. A fogueira atravessou séculos e cruzou oceanos, sem se apagar!
O costume da fogueira foi trazido da Europa para o Brasil pelos jesuítas e despertava a simpatia dos nativos, o que provocava a aproximação entre índios e religiosos.
Foi, contudo, nas áreas urbanas que a tradição da fogueira tomou força. Para celebrar a festa junina, ruas eram decoradas, janelas enfeitadas e tudo isso iluminado pela fogueira.

A  Quadrilha
         A quadrilha teve origem na Inglaterra, entre os séculos XIII e XIV, mas foi quando a França começou a usar que ela se tornou mesmo popular.
Note que a quadrilha lembra as danças de salão francesas! Ela fez tanto sucesso, que se espalhou pela Europa.
        A quadrilha chegou ao Brasil no século XIX, com a vinda da Corte Real Portuguesa e rapidamente caiu nas graças de nosso povo, que já era animado e festeiro.
        Aqui, no Brasil, ela foi associada aos moradores da roça, pessoas simples e com costumes pitorescos.
As marcações da dança são uma mistura do francês e do “sertanejês”. Utiliza expressões como “balancê”, que significa dançar balançando e “anarriér”,que quer dizer de volta aos lugares.
O tipo de dança passou a ser muito apreciado no Brasil e foi incorporado aos festivais juninos, tornando-se obrigatória nas festas tradicionais do mês de junho.



Trajes Juninos
A quadrilha foi trazida ao Brasil no século XIX, pela família real.
Na época, as damas que dançavam a quadrilha usavam vestidos muito compridos, até os pés! Não eram muito rodados, tinham gola alta, cintura marcada e mangas fofinhas. Suas botinas de salto eram abotoadas do lado.
Os cavalheiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de laço e botinas pesadas.
Atualmente, consideramos a festa junina uma comemoração com traços da roça. Nas zonas rurais, é costume usar mesmo as melhores roupas, mas nos centros urbanos, as pessoas representam o vestuário caipira mais antigo. As roupas femininas costumam ser de tecido de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão. As roupas usadas para dançar a quadrilha podem ainda variar de acordo com as características culturais de cada região do país.
É comum encontrar trajes juninos com estampas xadrez na camisa e remendos na calça para os cavalheiros. O traje é complementado com botas e lenço no pescoço. Para as damas, as estampas dos vestidos costumam ser florais e ter cores bem fortes. Babados e rendas são típicos, assim como as mangas bufantes. Costuma-se ainda usar o cabelo trançado e chapéu de palha. Uma botinha é sempre bem-vinda!

Brincadeiras Típicas Juninas
As festas juninas trazem com elas jogos tradicionais em suas barracas! Pescaria, argolas e toca do coelho são as mais populares. Gincanas de terreiro também são bem apreciadas nesta época do ano. Elas reúnem a família, integram amigos e divertem pessoas de todas as idades.















E, para finalizar... a festança não poderia faltar! Mas cada qual na sua casa!
Música: Arraiá virtual / Banda: Mastruz com leite


" Alavantu pra tu, anarriê pra eu

Tu no teu canto e eu dançando aqui no meu


Vontade voa e a saudade cria asa

Vai ter São João mas cada qual na sua casa...."



- Endereços pesquisados:
https://calendarioderodeios.blogspot.com/2017/06/historia-da-festa-junina.html
https://ensinarhistoriajoelza.com.br/festas-juninas-cultura-paga-cristianizada/
https://janainaspolidorio.com.br/
- Todas as imagens foram retiradas da Internet.
- O plano de fundo do Blog é 'Festa Junina', obra do artista Antônio Militão dos Santos, nascido em 15/06/1956, em Caruaru/Pernambuco.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Bem vindos!

Olá, pessoal!

Sempre quis ter um Blog todinho meu! Agora tenho e vou compartilhá-lo com você!!!

E só para começar, que tal um poema?

Sempre gostei de Cora Coralina e vou começar com ela.
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu na cidade de Goiás no dia 20 de agosto de 1889 e faleceu na cidade de Goiânia no dia 10 de abril de 1985. Ela foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, quando já tinha quase 76 anos de idade.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literário, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás. 

Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.


Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG (1983). E, logo depois, no mesmo ano foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores. Dois anos mais tarde, veio a falecer.

"Saber Viver"

"Não sei se a vida é curta 
ou longa para nós, 
mas sei que nada do que 
vivemos tem sentido,
se não tocarmos 
o coração das pessoas. 
Muitas vezes basta ser: 
colo que acolhe, 
braço que envolve, 
palavra que conforta, 
silêncio que respeita, 
alegria que contagia, 
lágrima que corre, 
olhar que acaricia, 
desejo que sacia, 
amor que promove. 
E isso não é coisa 
de outro mundo, 
é o que dá sentido à vida. 
É o que faz com que ela 
não seja nem curta, 
nem longa demais, 
mas que seja intensa, 
verdadeira, 
pura enquanto durar. 
Feliz aquele que 
transfere o que sabe 
e aprende o que ensina."