Muitas são as
explicações acerca da origem e história
da festa junina. A mais aceita fala que a festa junina surgiu
numa época anterior à era cristã, entre 1250 a.C. e 1300 a.C. como um culto ao Sol
e à colheita das plantações.
As festividades
aconteciam quando os "bárbaros" (povos assim denominados pelos
romanos. Encontra-se nesta categoria: Celtas, Vikings, Iberos, Lusitanos,
Gauleses, ...) comemoravam a chegada do solstício (palavra que vem do latim e
significa Sol estático) de verão, que ocorria no dia 22, 23, ou ainda 24 de
junho. Como os Romanos eram uma nação conquistadora os próprios Romanos
acabaram por assimilar os rituais dos povos que o praticavam e dedicá-lo à deusa Juno.
O solstício é o momento em que o Sol para de se afastar e passa a incidir sobre o hemisfério norte. Os cultos eram de origem pagã em rituais de abundância e fertilidade. Havia sacrifícios de animais e oferendas de comida na intenção de afastar demônios, pestes e estiagem.
O solstício é o momento em que o Sol para de se afastar e passa a incidir sobre o hemisfério norte. Os cultos eram de origem pagã em rituais de abundância e fertilidade. Havia sacrifícios de animais e oferendas de comida na intenção de afastar demônios, pestes e estiagem.
O cristianismo
apenas teria convertido os cultos em festa cristã. A igreja católica não
conseguia combater os cultos então decidiu cristianizá-los no início da Idade
Média instituindo, com isso, dias de homenagens aos três santos juninos: Santo Antônio,
São Pedro e São João.
Santo Antônio morreu em 13
de junho, em Pádua, Itália, aos 36 anos. Nasceu em Lisboa, Portugal, em 1195. A
tradição popular lhe atribui caráter brincalhão e a fama de ser um milagroso
casamenteiro, venerado pelas moças solteiras. É o santo a quem se recorre para
achar objetos perdidos. Como santo português, no século XIII foi incorporado às comemorações juninas em Portugal e trazido pelos colonos para o Brasil.
São João nasceu em 24
de junho, primo de Cristo e precursor do Messias. O catolicismo associou sua
tradição à festa pagã da fogueira. Assim, segundo a lenda, Isabel, a mãe de São João, teria anunciado o
nascimento do filho à irmã, Maria, mãe de Jesus, acendendo uma fogueira em
clima de um morro. A fogueira virou bom presságio. São João foi degolado por
ter denunciado o adultério de Herodes com a cunhada, Salomé.
São Pedro foi morto em 29 de junho. O primeiro dos apóstolos, segundo o Evangelho, era considerado um homem de temperamento impulsivo, mas leal, expansivo e generoso. Morreu crucificado sete anos depois de Cristo. Acredita-se que seu corpo foi enterrado exatamente onde hoje se segue a basílica do Vaticano, em Roma. São Pedro foi o primeiro Papa católico e é objeto de devoção em Portugal.
São Pedro foi morto em 29 de junho. O primeiro dos apóstolos, segundo o Evangelho, era considerado um homem de temperamento impulsivo, mas leal, expansivo e generoso. Morreu crucificado sete anos depois de Cristo. Acredita-se que seu corpo foi enterrado exatamente onde hoje se segue a basílica do Vaticano, em Roma. São Pedro foi o primeiro Papa católico e é objeto de devoção em Portugal.
A Fogueira Junina
As
fogueiras são muito antigas. Eram usadas para celebrar o solstício de verão na
tradição pagã.
Com
o passar do tempo, na Idade Média, notou-se que a fogueira pagã, acesa por
volta de 25 de junho, poderia ser mantida associada à festa de São João, que
era celebrada no mesmo dia.
Ainda
hoje a fogueira é um traço comum das festas de São João europeias. A fogueira
atravessou séculos e cruzou oceanos, sem se apagar!
O
costume da fogueira foi trazido da Europa para o Brasil pelos jesuítas e
despertava a simpatia dos nativos, o que provocava a aproximação entre índios e
religiosos.
Foi,
contudo, nas áreas urbanas que a tradição da fogueira tomou força. Para
celebrar a festa junina, ruas eram decoradas, janelas enfeitadas e tudo isso
iluminado pela fogueira.
A Quadrilha
A quadrilha teve origem na Inglaterra,
entre os séculos XIII e XIV, mas foi quando a França começou a usar que ela se
tornou mesmo popular.
Note
que a quadrilha lembra as danças de salão francesas! Ela fez tanto sucesso, que
se espalhou pela Europa.
A
quadrilha chegou ao Brasil no século XIX, com a vinda da Corte Real Portuguesa
e rapidamente caiu nas graças de nosso povo, que já era animado e festeiro.
Aqui,
no Brasil, ela foi associada aos moradores da roça, pessoas simples e com
costumes pitorescos.
As
marcações da dança são uma mistura do francês e do “sertanejês”. Utiliza
expressões como “balancê”, que significa dançar balançando e “anarriér”,que
quer dizer de volta aos lugares.
O
tipo de dança passou a ser muito apreciado no Brasil e foi incorporado aos
festivais juninos, tornando-se obrigatória nas festas tradicionais do mês de
junho.
Trajes Juninos
A
quadrilha foi trazida ao Brasil no século XIX, pela família real.
Na
época, as damas que dançavam a quadrilha usavam vestidos muito compridos, até
os pés! Não eram muito rodados, tinham gola alta, cintura marcada e mangas
fofinhas. Suas botinas de salto eram abotoadas do lado.
Os
cavalheiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças
estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de laço e botinas pesadas.
Atualmente,
consideramos a festa junina uma comemoração com traços da roça. Nas zonas
rurais, é costume usar mesmo as melhores roupas, mas nos centros urbanos, as
pessoas representam o vestuário caipira mais antigo. As roupas femininas
costumam ser de tecido de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão.
As roupas usadas para dançar a quadrilha podem ainda variar de acordo com as
características culturais de cada região do país.
É
comum encontrar trajes juninos com estampas xadrez na camisa e remendos na
calça para os cavalheiros. O traje é complementado com botas e lenço no
pescoço. Para as damas, as estampas dos vestidos costumam ser florais e ter
cores bem fortes. Babados e rendas são típicos, assim como as mangas bufantes.
Costuma-se ainda usar o cabelo trançado e chapéu de palha. Uma botinha é sempre
bem-vinda!
Brincadeiras Típicas Juninas
As
festas juninas trazem com elas jogos tradicionais em suas barracas! Pescaria,
argolas e toca do coelho são as mais populares. Gincanas de terreiro também são
bem apreciadas nesta época do ano. Elas reúnem a família, integram amigos e
divertem pessoas de todas as idades.
E, para finalizar... a festança não poderia faltar! Mas cada qual na sua casa!
Música: Arraiá virtual / Banda: Mastruz com
leite
" Alavantu pra tu, anarriê pra eu
Tu no teu canto e eu dançando aqui no meu
Vontade voa e a saudade cria asa
Vai ter São João mas cada qual na sua casa...."
- Endereços pesquisados:
https://calendarioderodeios.blogspot.com/2017/06/historia-da-festa-junina.html
https://ensinarhistoriajoelza.com.br/festas-juninas-cultura-paga-cristianizada/
https://janainaspolidorio.com.br/
- Todas as imagens foram retiradas da Internet.
- O plano de fundo do Blog é 'Festa Junina', obra do artista Antônio Militão dos Santos, nascido em 15/06/1956, em Caruaru/Pernambuco.
https://ensinarhistoriajoelza.com.br/festas-juninas-cultura-paga-cristianizada/
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