Sempre quis ter um Blog todinho meu! Agora tenho e vou compartilhá-lo com você!!!
E só para começar, que tal um poema?
Sempre gostei de Cora Coralina e vou começar com ela.
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos
Guimarães Peixoto Bretas, nasceu na cidade de Goiás no dia 20 de agosto de 1889
e faleceu na cidade de Goiânia no dia 10 de abril de 1985. Ela foi uma poetisa
e contista brasileira. Considerada uma das principais escritoras
brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965, Poemas dos
Becos de Goiás e Estórias Mais, quando já tinha quase 76 anos de idade.
Mulher simples, doceira de profissão,
tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literário,
produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro,
em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.
Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG
(1983). E, logo depois, no mesmo ano foi eleita intelectual do ano e
contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores. Dois
anos mais tarde, veio a falecer.
"Saber Viver"
"Não sei se a vida é curta
ou longa para nós,
mas sei que nada do que
vivemos tem sentido,
se não tocarmos
o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
desejo que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa
de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira,
pura enquanto durar.
Feliz aquele que
transfere o que sabe
e aprende o que ensina."
"Não sei se a vida é curta
ou longa para nós,
mas sei que nada do que
vivemos tem sentido,
se não tocarmos
o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
desejo que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa
de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira,
pura enquanto durar.
Feliz aquele que
transfere o que sabe
e aprende o que ensina."


Sua presença aqui - no digital - faz a diferença na vida de muitas pessoas.
ResponderExcluirParabéns pela iniciativa e dedicação!
Ana Paula Salustiano Cleto
Ana você é muito gentil. Obrigada pela visitinha.
ResponderExcluirBeijos, Sílvia Souza.